Conhecer para amar
Segundos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem hoje uma população de mais de 183 bilhões de pessoas. Setenta milhões são solteiros. 3,2% são viúvos e 2,7%, ex-casados. Com tanta gente assim, porque ainda é difícil encontrar alguém para namorar e fazer um bom casamento?
O namoro é um momento do relacionamento onde se tem a oportunidade de se familiarizar com uma pessoa e avaliar seu caráter e sua personalidade. É nessa fase também que ficamos com o olhar sonhador e com o coração cheio de expectativas, parecendo querer explodir de felicidade. Estes são os primeiros sintomas de que se está gostando de alguém. E com o sentimento correspondido, inúmeros planos são feitos. Um deles é passar o resto da vida juntos. Mas antes de pular etapas, o cristão deve tomar alguns cuidados. Muitos jovens começam a namorar sem considerar os princípios bíblicos que devem permear a vida daqueles que tem um compromisso com Deus. Sem nenhum preparo ou orientação, em vez de entrarem em uma vida sentimental prazerosa, caem em ciladas, pois não permitem a si mesmos conhecer de fato o companheiro e se aventuram em experiências desastrosas que comprometem toda uma vida “Porque depois de conhecer a Deus, a coisa mais importante para o ser humano é a sua vida sentimental, o casamento”. Mas antes de subir ao altar e ouvir a célebre frase “eu os declaro marido e mulher”, quais cuidados devem ser tomados? Será que só a fé basta ou há coisas que podem atrapalhar? Será que a diferença de idade pode ser um entrave? Questões culturais e sociais podem ser prejudiciais à relação?
Mulher, o pilar da relação
“Os problemas que os jovens passam, nós do fala jovem também já passamos. Provocações, muitas tentações e toda sorte de ofertas. Mas conseguimos vencer. Não que nós fossemos um super-homem ou super-mulher ou melhor que os outros. Mas porque houve no nosso coração (e que poucos tem prestado atenção) a perseverança. O que mais leva as pessoas a desanimarem na fé, chama-se casamento. Nossa orientação é que os jovens antes de se casarem, tem que escolher alguém de Deus, que pode não ser o modelo de beleza que você gostaria, mas se for uma pessoa de Deus, vai sustentar a sua fé. É preciso que se saiba que a futura esposa não será apena uma mulher, mas sim, auxiliadora. É importante que o casal professe a mesma fé: “Porque quando duas pessoas se casam, elas se tornam um só corpo. Se um estiver fraco, o outro vem e o sustenta. Não é da noite para o dia, deve-se esperar com perseverança. Os jovens, em sua maioria, escolhem seus namorados pela aparência, esquecendo-se de que a atração física não é garantida de um bom casamento. A moça pode ser linda hoje, mas amanhã vai envelhecer e virar um maracujá de gaveta! Mas você já reparou que o maracujá mais velho pode ser enrugado, mas é bem mais doce? Há uma diferença brutal entre o interior e o exterior, mas há que se considerar que o que permanece é o interior Não se iluda, guiando-se pelos olhos físicos, mas sim, pelos olhos espirituais. Busque alguém que tenha algo para lhe dar, para acrescentar de bom à sua vida, e não um prazer rápido.
No casamento vale o companheirismo, vale o casal enfrentar juntos os problemas. Nos momentos de choro um apóia o outro, nos momentos de risco, os dois comemoram juntos. Existem diversos tipos de mulheres, mas somente uma é a que Deus escolheu para você. Desde que o mundo é mundo o ser humano sempre priorizou a questão sentimental. Uns mais, outros menos, mas vive sem amor. Antigamente , o papel do homem era o de provedor e o da mulher de ser mãe e cuidar do lar. Já na sociedade pós-moderna, a mulher exerce outras atribuições. Além de ser dona de casa, é profissional, mãe e esposa. Pelo fato de conhecer pessoas diferente nos mais diversos campos, isso fragilizou um pouco o núcleo familiar. Mas a mulher ainda é o pilar da relação. Hoje, elas não tem tempo para repassar esses valores para seus filhos, quem passa é a televisão e de uma forma deturpada. Então, a partir do momento que a mulher começou a ter seus próprios recursos para a sobrevivência, ela desejou também sua independência intelectual e obviamente optou por querer a liberdade emocional. Ela deixou de ficar com o homem que o pai e mãe escolheram para estar com alguém que a preencha. Só que aí entra outra questão: o que a mulher de hoje busca em um homem? Por isso a primeira escolha nem sempre é a correta, mesmo assim, homens e mulheres buscam um companheiro, alguém para compartilhar suas alegrias e tristezas. Nos relacionamentos onde um dos pares tenta anular o outro, a tendência é o rompimento, é necessário haver um consenso, respeito de ambas as partes .
A geração do ficar
Atualmente, muitos jovens não querem saber de compromisso, se interessam apenas em “ficar” e, de preferência, com várias pessoas. Mas o que uma relação assim acrescenta ao ser humano? Ainda vamos ver o resultado dessa geração “ficante”, assim como vemos hoje o resultado da geração anterior (quando a sociedade saiu de um processo de repressão imenso e partiu para o sexo livre, para uma liberdade extrema, sem responsabilidade). Ela acrescenta que, embora essa questão do “ficar” seja legitimada pela juventude, ainda cria alguns conflitos. “Ficar” é algo indefinido e gera instabilidade emocional como ansiedade e depressão. Não adianta depois querer um telefonema, pois não há nenhum compromisso. Já o namoro é uma fase muito importante do relacionamento. É o momento de se conhecer, de sabe o que o outro gosta. Quanto ao momento certo de se pensar em casamento, o melhor é ter maturidade, ter concluído os estudos e, preferencialmente uma profissão. Mas quando se é jovem fica difícil parar e analisar essas questões. Isso não é fácil, não se tem o controle totalmente desenvolvido. A juventude é impulsiva e não reflete muito na repercussão de seus atos porque não tem experiência nesse sentido. Agora os que são mais velhos e já passaram por esse período, sabem a dor causada por decisões que tomamos sem reflexão.
Gravidez na adolescência
Segundo dados do Ministério da Saúde, dos 2,7 milhões de partos que acontecem anualmente no Brasil, 700 mil são de adolescentes. O jovem não pensa na gravidez precoce. Acha que pode acontecer com qualquer um, menos com ele. Ouvimos falar de uma menina que engravidou aos 14 anos e só depois começou a perceber as dificuldades. Ela não tinha um plano de saúde e ficava horas esperando na fila de um hospital público. Mudou de escola, pois, embora a sociedade esteja avançada, há um preconceito muito grande contra a adolescente que engravida. Essa garota passou por uma cesariana. O pai da criança também não ficou isento de preocupações. Teve que arrumar um emprego e hoje responde a um processo de paternidade. Os dois perderam grande parte de uma época que deveria ser marcada por sonhos e projetos para o futuro. Vale ressaltar que todo aquele amor que eles diziam sentir um pelo outro foi somente uma atração. Não estão mais juntos. Essa menina amadureceu muito cedo, pulou etapas e hoje tem medo de encarar um novo relacionamento. Casos como este acontecem, pois o adolescente tem as emoções à flor da pele e age por impulso. Para ela, independente da idade, o ideal depois do fim do relacionamento é parar e refletir. Quando uma história de amor termina, o melhor a fazer é dar um tempo. Quando estamos sofrendo por amor, ficamos muito vulneráveis e a tendência de estar em uma outra relação problemática é muito grande. A pessoa corre o risco de se repetir e se enganar de novo. Muitos dizem que a dor de amor se cura com outro amor, mas o mais certo é o amor próprio.
"Perdi a minha adolescência por uma paixão”
A frase proferida pela grande maioria dos jovens que não tiveram domínio e sabedoria e se arrependeram por terem ido longe demais é: “se eu pudesse voltar atrás...”. É o que pensa hoje a agente de viagens L.S. “Minha mãe era uma mulher simples e sempre me disse para estudar e tomar cuidado para não engravidar. Como tinha uma vida muito difícil, vi no casamento uma oportunidade de mudar essa situação. Aos 14 anos eu já namorava sério com um homem de 12 anos mais velho, que queria casar comigo. Me entreguei a ele, engravidei e antes do final da gravidez ele me abandonou. Me vi sozinha com uma filha para criar”. Logo depois do nascimento do bebe a mãe de L.S morreu. A jovem não teve outra alternativa senão entregar a filha para a ex cunhada criar. “Eu não tinha nenhuma experiência. Era uma criança cuidando de outra. Quantas vezes chorei amargamente tentando fazer com que o tempo voltasse”, diz. Por causa do preconceito, L.S foi para uma outra cidade. Recomeçou os estudos e depois de cinco anos foi procurar a filha. “Foi um momento doloroso, pois a menina reconhecia a tia como mãe. Eu não representava nada para ela. Mesmo assim, entrei na justiça tentando reaver a guarda da menina. Mas o juiz deu ganho de causa para a mãe adotiva. Todos nós sofremos. Hoje temos um acordo. Visito a minha filha, mas ela me chama de tia. Por mais que eu queira recuperar o tempo, dói saber o que perdi por causa de minha imaturidade. Se eu tivesse ouvido os conselhos da minha mãe e me preservado, não estaria passando pelo que passo hoje”, lamenta.
Relacionamento
“Andarão dois juntos se não houver acordo entre eles?” (Amós 3:3)
É comum ouvirmos pessoas reclamando de suas próprias vidas. Muitos chegam até mesmo a culpar a Deus, dizendo que Ele não está olhando para elas, que não está tendo cuidado com elas, que não ouve suas orações e que formam abandonadas pelo Pai, entre outras acusações.
Pessoas assim, que atribuem todo o mal a Deus, quase sempre, quando alcançaram algo bom em suas vidas, logo se apressam em dizer que conseguiram a vitória por suas próprias condições. Nessa hora, elas não dedicam nenhum mérito a Deus.
Na verdade, o que falta é um relacionamento verdadeiro com o Senhor Jesus. Podemos até mesmo classificar esse relacionamento como uma amizade com Ele.
Muitos querem fazer do Senhor o seu “garçom”, ou seja, só querem ser servidos por Ele. Na hora em que desejam algo, pensam que podem estalar os dedos e lá estará Deus com tudo o que a pessoa quer em mãos. Muitos só se lembram d’Ele apenas nas horas difíceis e, então dizem: “Me ajude, olhe para mim, tenha misericórdia...”.
Ouvi outro dia algo muito curioso e que reflete a mais pura verdade. Alguém disse: “Você quer que Deus lhe ouça, mas e você, O ouve?” Ou seja, a pessoa quer tudo de Deus, mas nem sempre está disposta a fazer tudo para Ele. Para finalizar e refletir, devemos consideram que há muitos que querem que o Senhor seja com eles como foi com Abraão, por exemplo, mas a questão é: Será que eles querem ser com Deus como Abraão foi?
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