
As catástrofes climáticas são as de maior proporção já registradas nos últimos tempos. Furacões, terremotos e tsunamis assolam o mundo diariamente. Muitos afirmam que tudo o que vem ocorrendo é sinal de que realmente entramos na era apocalíptica. Será uma verdade?
O mundo vem assistindo com grande preocupação a um a surpreendente avalanche de fenômenos climáticos. Catástrofes tem acontecido em efeito dominó, devastando e aterrorizando a população do planeta, principalmente porque ainda não há como precisar os lugares onde elas ocorrerão. E mesmo com toda precaução que possa ser tomada, é praticamente impossível evitar o rastro de destruições e mortes.
Os fenômenos que temos presenciado são de maiores proporções já registrados nos últimos tempos. Furacões, terremotos e maremotos (tsunamis), entre outros, assolam o mundo diariamente, felizmente alguns em menor escala, sem causar grandes danos e que, por isso, não são divulgados, para não abalar ainda mais a população mundial.
A Organização das Nações Unidas (ONU) estuda a implantação de uma estratégia internacional para, pelo menos, amenizar a situação, agravada na medida em que o caos provocado pela destruição ajuda a proliferar doenças. Diante de tão grave situação, muitos cientistas admitem que estamos vivendo o início do apocalipse, último livro da Bíblia Sagrada. Ninguém está livre das ameaças, inclusive o Brasil. Quem poderia imaginar; por exemplo, uma seca na Amazônia, ainda mais de tamanha proporção como aconteceu com o Rio Negro, atingindo o seu nível mais baixo dos últimos 42 anos? Além disso, o país foi alvo, em março do ano passado, de um ciclone extra-tropical, o Catarina, que atingiu a região sul, com a intensidade de um furacão. Aproximadamente 100 mim casas foram destruídas. Neste ano de 2006, tivemos terremoto no Panamá e fortes tempestades no Nordeste, deixando várias cidades em situação de calamidade pública. O abalo sísmico atingiu a magnitude 4.4 na Escala Richter e foi mais preocupante, porque o Brasil, por estar sobre apenas uma placa tectônica, não é propenso a abalos de terra, comuns onde há duas placas e atrito entre elas. Já a Indonésia voltou a ser massacrada recentemente. Um terremoto devastador derrubou prédios na região central do país, matando milhares de pessoas e ferindo outras milhares. O pior desastre ocorrido no país desde o tsunami, em 2004, no qual a Indonésia foi a que sofreu os maiores danos.
O tremor de terra ainda trouxe como conseqüência doenças como diarréia, gripe e pneumonia. O problema passou a se agravar entre as dezenas de milhares de pessoas desabrigadas pelo abalo na ilha de Java, devido às precárias condições de sobrevivência e à falta de medicamentos suficientes.
Divergências entre os cientistas
A incidência dos fenômenos climáticos em algumas partes do mundo está sendo estudada exaustivamente por pesquisadores, que relacionam o problema ao enfraquecimento da camada de ozônio, responsável por proteger a Terra dos raios ultravioletas do Sol. Mas, entre esses cientistas, há divergências em relação às explicações sobre o que também está sendo chamado de “fúria da natureza”.
Enquanto muitos afirmam que tudo o que vem acorrendo é sinal de que realmente entramos na era apocalíptica, outros procuram atribuir as intempéries ao aquecimento global (aumento da tempestade no globo terrestre), colocando a responsabilidade sobre o homem, pela sua ação predatória. Mas, ai, surge uma grande interrogação no ar: o homem também teve influencia na Idade do Gelo (Era Glacial), ocorrida há cerca de 20 mil anos, quando não havia qualquer tipo de tecnologia?
Mas, enquanto se fala sobre causas, as previsões científicas não são nada animadoras para os próximos 100 anos. De acordo com estudos, a temperatura da Terra subiu 0,7% C no último século e espera-se, para este século, uma elevação mínima de 1,4% C, podemos chegar a 5,8% C. Isto significa que os fenômenos serão ainda mais intensos e com maior poder de destruição, colocando em risco a sobrevivência do homem no planeta.
Principais fenômenos dos últimos anos
A temporada de catástrofes devastadoras dos últimos tempos e que tem levado pânico à humanidade começou como o maremoto que arrasou as costas de vários países no Oceano Índico em 26 de dezembro de 2004, O tsunami fez triplicar o número de mortos em desastres naturais naquele ano, segundo relatório da Federação Internacional de Sociedades da Cruz Vermelha. Mais de 280 mil pessoas perderam a vida, sendo mais de 228 mil só na Indonésia, país mais atingido. No dia 8 de agosto do ano passado, um forte terremoto de 7,6 graus na escala Richter abalou o Paquistão, atingindo também o norte da índia e o leste do Afeganistão. O violento tremor causou quase 50 mil mortes e deixou aproximadamente 80 mil feridos, segundo dados oficiais divulgados pelos governos da índia e do Paquistão. De acordo com a ONU, mais de 2,5 milhões de pessoas ficaram desabrigadas.
Já nos Estado Unidos, além do 11 de setembro de 2001, data do ataque terrorista às Torres Gêmeas do World Trade Center, outro dia passou para a história do país: 29 de agosto de 2005. Motivo: o furacão Katrina, que arrasou a costa do sul norte-americana. A tempestade, que varreu principalmente a cidade de Nova Orleans, foi tão grave que não se chego a um número final de mortos, pois muitos corpos ficaram soterrados e outros se desfizeram em meio a um mar de lama.
Bilhões e bilhões de dólares para as reconstruções
Além da perda de vidas humanas, os Estados Unidos sofrem um prejuízo financeiro bem maior entre os países abalados pelos últimos fenômenos climáticos. Para se ter uma idéias, o governo norte-americano precisou investir algo em torno de U$$ 200 bilhões para a reconstrução da região afetada pelo furacão Katrina. Já para as seguradoras, tiveram que arcar com gastos superiores a U$$ 60 bilhões, de acordo com o que divulgaram em presas responsáveis pela avaliação dos custos de desastres. A maior verba foi direcionada para reconstrução de Nova Orleans, onde dois diques se romperam durante a tempestade, deixando 80% da cidade cobertos pela água. Além das casas, o projeto de recuperação incluiu a recriação de toda infra-estrutura, como hospitais e escolas, entre outros, destruídos pelo furacão, que chegou a ter ventos acima de 250 km/h.
Quanto ao Paquistão, o governo local estimou em U$$ 5 bilhões o investimento para a reconstrução do país, após o devastador terremoto. A estimativa foi apresentada pelo primeiro-ministro paquistanês, Shaukat Aziz. O país recebeu compromissos de cerca de U$$ 200 milhões em ajuda bilateral e apenas U$$ 50 milhões para a assistência de emergência arrecadada pela ONU. Na Indonésia, pouca coisa foi reconstruída após o tsunami, por falta de verbas, e agora veio o terremoto, piorando a situação. O presidente Susilo Bambang Yudhoyono foi a público pedir à comunidade internacional que desembolse os bilhões de dólares da ajuda prometida. De um total de U$$ 11 bilhões que o país deveria receber, apenas 40% chegou de forma imediata, ou seja, U$$ 4,4 bilhões. Com tantos problemas, a reconstrução pode levar até uma década, segundo admitem autoridades indonésias.
É hora de abrir os olhos
Os acontecimentos que temos assistido nos últimos tempos são bíblicos e provam que a volta do Senhor Jesus está mais próxima do que nunca, apesar de a Bíblia Sagrada não nos relatar data para isso. Mas a Palavra de Deus deixou para nós sinais desse tempo, entre eles estão esses fenômenos. Em Mateus 24.7,8 está escrito: “Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares; porém tudo isso é o princípio de dores”. Quer dizer, Jesus já havia falado muitas vazes a respeito do que tem acontecido sobre essas catástrofes naturais. Quanto à conclusão de cientistas de que tudo isso é cumprimento bíblico do Apocalipse, vejo que eles, homens inteligentes, apesar de acostumados com a razão, tiveram sensibilidade, a exemplo do que ocorreu com os gregos nos tempos de Jesus, quando reconheceram que a Palavra de Deus é verdadeira e eficaz. Ficamos felizes ao vermos pessoas que estavam mais ligadas às coisas espirituais, é verdadeiro. Esperamos que outras pessoas que naturalmente tenham acompanhado esses fenômenos e, ao mesmo tempo, visto pessoas instruídas admitindo que tais acontecimentos são puramente bíblicos, abram também os seus olhos e despertem para a necessidade urgente de se voltarem para nosso Senhor Jesus.